Itatiense representa a América Latina em competição de Engenharia

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Um sensor inteligente capaz de facilitar a vida de quem quer cultivar plantas. Essa foi a ideia dos estudantes do Curso de Engenharia Mecatrônica, Brunno Araújo e Lucas Leite, selecionados como finalistas do Prêmio de Empreendedorismo James McGuire. A competição é uma realização da Rede Laureate International, que tem o objetivo de promover e encorajar seus alunos a aprimorarem suas habilidades e conhecimentos na criação de novos modelos de negócios.

Tudo começou quando os estudantes das 70 instituições de ensino, dos 25 países onde a Rede Laureate atua, foram convidados a apresentar as suas propostas de negócio, concorrendo ao prêmio no valor de USD 25.000 para alavancarem o empreendimento. Lucas Leite, que está no último período do Curso de Engenharia, explica a ideia da dupla. “O Leaf é um assistente de jardinagem construído com três sensores inteligentes. Ao ser instalado, ele monitora a terra, a luminosidade e a umidade da planta”. Para participar do Prêmio, os alunos precisam apresentar o plano de negócios e submeter à Comissão Organizadora, que definiu os finalistas. Os escolhidos apresentaram aos jurados do Prêmio. Brunno e Lucas foram classificados entre os três melhores projetos, os únicos representantes da América Latina na competição.

Brunno Araújo, também formando do curso de Engenharia da UNIFACS, detalha que o foco do negócio está em pessoas que já possuem plantas ou se dedicam a pequenas plantações e desejam otimizar os resultados. “O Leaf trabalha com inteligência artificial e identifica, por exemplo, quando a terra está seca e precisa ser irrigada”, completa. No plano de negócios, os alunos estudaram o mercado, verificaram a viabilidade do produto, os concorrentes, os custos de produção e a manutenção da empresa. Tudo isso para que o produto seja sustentável do ponto de vista da gestão. “Nossa intenção é entregar um produto acessível ao consumidor, que seja atrativo e atenda às expectativas do usuário”. Para a dupla, o mercado brasileiro possui grande espaço para o crescimento da automação e de produtos que apostem na inteligência artificial. “Quem automatiza a irrigação, por exemplo, economiza água e dinheiro. Essa é uma oportunidade de negócio”, avalia Brunno.

Para funcionar, o assistente de jardinagem precisa estar conectado a internet. O Leaf possui uma bateria com duração de um ano. “Ele monitora as condições da planta, como calor, luminosidade e umidade e o usuário vai saber exatamente o que está faltando para o bom crescimento da planta. Toda a interação com o usuário acontece por um aplicativo de celular”, afirma Lucas.

por Carlos Quintino | Criativa On Line

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